Lei Rouanet para igrejas: CNBB e Iphan oferecem oficina gratuita de captação para patrimônio
Curso on-line em 15 e 16 de dezembro ensina a mapear parceiros, buscar editais e montar contrapartidas para projetos de preservação do patrimônio católico.

Resumo
Paróquias e dioceses que têm igrejas históricas precisando de restauro ganharam uma oportunidade de formação. A Comissão Episcopal para a Cultura e a Educação da CNBB, com apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), vai promover uma oficina gratuita sobre captação de recursos pela Lei Rouanet para projetos de patrimônio cultural.
O curso será on-line, nos dias 15 e 16 de dezembro, das 9h às 12h, e faz parte da Jornada Nacional de Mobilização sobre Investimentos e Promoção do Patrimônio Cultural 2026.
O que será ensinado
A proposta é prática: oferecer ferramentas para quem precisa transformar um projeto aprovado em dinheiro efetivamente captado. Entre os temas previstos estão:
- como identificar os pontos fortes de um projeto;
- mapeamento e priorização de possíveis patrocinadores;
- pesquisa de oportunidades e editais de financiamento;
- construção de propostas de contrapartida;
- planejamento da abordagem e relacionamento com apoiadores.
Para quem é a oficina sobre Lei Rouanet
O público-alvo são proponentes atuais ou futuros de projetos incentivados e pessoas envolvidas na preservação do patrimônio católico: padres, equipes de conselhos econômicos, arquitetos, restauradores e voluntários de comissões diocesanas de bens culturais. As inscrições são feitas pelo formulário divulgado no site da CNBB.
Por que o tema importa
A Lei Rouanet permite que empresas e pessoas físicas destinem parte do imposto de renda devido a projetos culturais aprovados pelo Ministério da Cultura. Para muitas igrejas tombadas, é a principal via de financiamento de obras caras, como recuperação de telhados, forros pintados, retábulos e imagens sacras.
O gargalo, porém, costuma estar depois da aprovação. Ter o projeto autorizado não garante patrocínio: é preciso convencer empresas a direcionar seus recursos, e muitas comunidades não têm experiência nessa etapa. É exatamente essa lacuna que a oficina quer preencher.
O caminho costuma ter três etapas. Primeiro, o projeto é inscrito e analisado pelo Ministério da Cultura. Depois, com a autorização publicada, começa a fase de captação junto a patrocinadores. Por fim, a obra é executada e a prestação de contas é entregue. A oficina se concentra na segunda etapa, a mais difícil para as paróquias.
Um terço do patrimônio tombado é católico
A iniciativa dá sequência ao seminário sobre bens culturais da Igreja realizado em Brasília no início de outubro, quando CNBB e Iphan lembraram que cerca de um terço do patrimônio tombado do país é ligado à Igreja Católica. Leia a cobertura em Um terço do patrimônio tombado do Brasil é católico.
Se a sua paróquia está começando a pensar em um restauro, vale ler também o guia Igreja histórica precisa de restauro? Como paróquias podem captar recursos, com os primeiros passos antes de procurar incentivo fiscal, e as orientações sobre restauro de imagens sacras.
Perguntas frequentes
Quando é a oficina sobre Lei Rouanet da CNBB?
Nos dias 15 e 16 de dezembro de 2026, das 9h às 12h, em formato on-line.
A oficina é paga?
Não. A participação é gratuita, com inscrição pelo formulário divulgado no site da CNBB.
Quem pode participar?
Proponentes atuais ou futuros de projetos pela Lei Rouanet e pessoas interessadas na preservação do patrimônio cultural católico, como equipes de paróquias e dioceses.
Fontes
Acompanhe tudo sobre: Lei Rouanet, Patrimônio cultural, CNBB, Iphan, Restauro




