Barroco mineiro: o que ver nas igrejas de Ouro Preto e Congonhas
Primeira cidade brasileira declarada patrimônio mundial, Ouro Preto guarda obras de Aleijadinho e Mestre Ataíde. Em Congonhas, os doze profetas em pedra-sabão.

O ciclo do ouro, no século XVIII, transformou Minas Gerais num dos maiores centros da arte sacra das Américas. O barroco mineiro nasceu da riqueza das minas, da fé das irmandades leigas e do talento de artistas formados na própria colônia.
Ouro Preto
Antiga Vila Rica, Ouro Preto foi a primeira cidade brasileira inscrita pela Unesco na lista do patrimônio mundial, em 1980. Entre as igrejas que não podem faltar no roteiro:
- São Francisco de Assis: projeto atribuído a Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, com o forro pintado por Manuel da Costa Ataíde — uma das obras-primas do período;
- Nossa Senhora do Rosário: erguida pela irmandade de homens pretos, com sua rara planta de formas curvas;
- Matriz de Nossa Senhora do Pilar: famosa pela profusão de talha dourada.
Congonhas e os profetas
Em Congonhas, o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, patrimônio mundial desde 1985, reúne os doze profetas esculpidos em pedra-sabão por Aleijadinho e sua oficina, além das capelas dos Passos com cenas da Paixão em cedro policromado.
Um patrimônio que pede cuidado
Talhas, pinturas de forro e imagens policromadas sofrem com umidade, cupins e intervenções inadequadas. Conservar esse acervo exige profissionais qualificados, projetos e recursos — temas de Como paróquias podem captar recursos para restauro e Restauro de imagens sacras.
Informações sobre os bens tombados estão no site do Iphan.
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