Curitiba recebe o título de primeira Capital Pró-Vida do Brasil
Lei municipal aprovada em agosto prevê campanhas educativas, incentivo à adoção e políticas integradas de defesa da vida da concepção à morte natural.

Resumo
Curitiba passou a ser oficialmente a primeira Capital Pró-Vida do Brasil. O título foi entregue ao prefeito Eduardo Pimentel na terça-feira (6), em cerimônia na Ópera de Arame, com a presença de representantes da Arquidiocese de Curitiba, de movimentos de defesa da vida e de serviços de apoio a gestantes.
O reconhecimento tem base em uma lei municipal proposta pela vereadora Delegada Tathiana Guzella e aprovada pela Câmara em segunda votação no dia 3 de agosto, por 21 votos a 6. Sancionada, a lei está em vigor desde 27 de agosto.
O que diz a lei da Capital Pró-Vida
O texto aprovado pelos vereadores define cinco objetivos para o município:
- fortalecer a valorização da vida em todas as suas etapas;
- fomentar políticas públicas de defesa da vida, da concepção à morte natural;
- promover campanhas educativas sobre o valor da vida;
- integrar as políticas de saúde, assistência social e educação em torno da dignidade humana;
- incentivar a adoção como alternativa à interrupção da gravidez.
Na prática, a lei funciona como um guarda-chuva que reúne programas já existentes e orienta a criação de novos.
As iniciativas que pesaram para o título
A arquidiocese destacou que o título reconhece o compromisso da cidade com a promoção, a defesa e o cuidado da vida humana. Entre as ações citadas estão a Rede Mãe Curitibana Vale a Vida, serviços de cuidados paliativos e de saúde mental, ações de prevenção ao suicídio e o programa de entrega legal, que permite à gestante entregar o bebê para adoção com acompanhamento da rede de proteção e do Judiciário.
A Guarda Municipal mantém ainda a Patrulha da Vida e da Saúde, que protege profissionais e usuários da rede municipal e apura denúncias de clínicas clandestinas de aborto.
Igreja e sociedade civil na capital pró-vida
Uma das experiências lembradas na cerimônia foi a da Casa Pró-Vida Mãe Imaculada, que há 14 anos acolhe gestantes em situação de vulnerabilidade com apoio psicológico, médico e material. O diretor da casa, padre Silvio Roberto, afirmou que o reconhecimento mostra a força de uma cidade que escolhe acolher e cuidar.
O arcebispo de Curitiba, dom José Antônio Peruzzo, resumiu o espírito da data com uma frase curta: promover a vida, disse, é uma missão permanente. O prefeito, por sua vez, atribuiu o resultado à união entre poder público, Igreja e entidades.
Um debate nacional
O título chega na mesma semana do Dia do Nascituro, celebrado em 8 de outubro, quando os bispos do Brasil divulgaram mensagem sobre a dignidade da vida desde a concepção. Leia a cobertura em Dia do Nascituro: bispos da CNBB lembram que a vida é dom de Deus.
A expectativa de grupos pró-vida é que outras capitais sigam o exemplo de Curitiba com leis semelhantes. A reportagem original sobre a cerimônia foi publicada pela ACI Digital.
Perguntas frequentes
Qual cidade é a primeira Capital Pró-Vida do Brasil?
Curitiba (PR). O título foi entregue em 6 de outubro de 2026, na Ópera de Arame, com base em lei municipal em vigor desde 27 de agosto.
O que prevê a lei da Capital Pró-Vida?
Cinco objetivos: valorizar a vida em todas as fases, fomentar políticas públicas da concepção à morte natural, fazer campanhas educativas, integrar saúde, assistência social e educação e incentivar a adoção.
Fontes
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