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Curitiba recebe o título de primeira Capital Pró-Vida do Brasil

Lei municipal aprovada em agosto prevê campanhas educativas, incentivo à adoção e políticas integradas de defesa da vida da concepção à morte natural.

Catedral Basílica de Nossa Senhora da Luz, em estilo neogótico, no centro de Curitiba (PR)
Catedral Basílica de Nossa Senhora da Luz, em estilo neogótico, no centro de Curitiba (PR) (Jeff Belmonte from Cuiabá, Brazil / Wikimedia Commons, CC BY 2.0)
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Redação InfoCatólicaPublicado em 9 de outubro de 2026 às 14h27. 2 min de leitura.
Resumo

Curitiba passou a ser oficialmente a primeira Capital Pró-Vida do Brasil. O título foi entregue ao prefeito Eduardo Pimentel na terça-feira (6), em cerimônia na Ópera de Arame, com a presença de representantes da Arquidiocese de Curitiba, de movimentos de defesa da vida e de serviços de apoio a gestantes.

O reconhecimento tem base em uma lei municipal proposta pela vereadora Delegada Tathiana Guzella e aprovada pela Câmara em segunda votação no dia 3 de agosto, por 21 votos a 6. Sancionada, a lei está em vigor desde 27 de agosto.

O que diz a lei da Capital Pró-Vida

O texto aprovado pelos vereadores define cinco objetivos para o município:

  1. fortalecer a valorização da vida em todas as suas etapas;
  2. fomentar políticas públicas de defesa da vida, da concepção à morte natural;
  3. promover campanhas educativas sobre o valor da vida;
  4. integrar as políticas de saúde, assistência social e educação em torno da dignidade humana;
  5. incentivar a adoção como alternativa à interrupção da gravidez.

Na prática, a lei funciona como um guarda-chuva que reúne programas já existentes e orienta a criação de novos.

As iniciativas que pesaram para o título

A arquidiocese destacou que o título reconhece o compromisso da cidade com a promoção, a defesa e o cuidado da vida humana. Entre as ações citadas estão a Rede Mãe Curitibana Vale a Vida, serviços de cuidados paliativos e de saúde mental, ações de prevenção ao suicídio e o programa de entrega legal, que permite à gestante entregar o bebê para adoção com acompanhamento da rede de proteção e do Judiciário.

A Guarda Municipal mantém ainda a Patrulha da Vida e da Saúde, que protege profissionais e usuários da rede municipal e apura denúncias de clínicas clandestinas de aborto.

Igreja e sociedade civil na capital pró-vida

Uma das experiências lembradas na cerimônia foi a da Casa Pró-Vida Mãe Imaculada, que há 14 anos acolhe gestantes em situação de vulnerabilidade com apoio psicológico, médico e material. O diretor da casa, padre Silvio Roberto, afirmou que o reconhecimento mostra a força de uma cidade que escolhe acolher e cuidar.

O arcebispo de Curitiba, dom José Antônio Peruzzo, resumiu o espírito da data com uma frase curta: promover a vida, disse, é uma missão permanente. O prefeito, por sua vez, atribuiu o resultado à união entre poder público, Igreja e entidades.

Um debate nacional

O título chega na mesma semana do Dia do Nascituro, celebrado em 8 de outubro, quando os bispos do Brasil divulgaram mensagem sobre a dignidade da vida desde a concepção. Leia a cobertura em Dia do Nascituro: bispos da CNBB lembram que a vida é dom de Deus.

A expectativa de grupos pró-vida é que outras capitais sigam o exemplo de Curitiba com leis semelhantes. A reportagem original sobre a cerimônia foi publicada pela ACI Digital.

Perguntas frequentes

Qual cidade é a primeira Capital Pró-Vida do Brasil?

Curitiba (PR). O título foi entregue em 6 de outubro de 2026, na Ópera de Arame, com base em lei municipal em vigor desde 27 de agosto.

O que prevê a lei da Capital Pró-Vida?

Cinco objetivos: valorizar a vida em todas as fases, fomentar políticas públicas da concepção à morte natural, fazer campanhas educativas, integrar saúde, assistência social e educação e incentivar a adoção.

Fontes

Acompanhe tudo sobre: Curitiba, Defesa da vida, Arquidiocese de Curitiba, Paraná, Adoção

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