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Sobrinha-bisneta de Madre Paulina visita na Itália a casa onde nasceu a primeira santa do Brasil

A jornalista catarinense Andrieli Minatti conheceu Vigolo Vattaro, no Trentino, e rezou o Ângelus com Leão XIV na Praça de São Pedro.

Vista de Vigolo Vattaro, no Trentino, na Itália, cidade natal de Madre Paulina
Vista de Vigolo Vattaro, no Trentino, na Itália, cidade natal de Madre Paulina (Syrio / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0)
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Redação InfoCatólicaPublicado em 10 de outubro de 2026 às 13h43. 2 min de leitura.
Resumo

Uma viagem de família levou uma descendente de Madre Paulina de volta às origens da primeira santa do Brasil. A jornalista catarinense Andrieli Minatti, sobrinha-bisneta da religiosa, visitou no início de outubro a casa onde a santa nasceu, em Vigolo Vattaro, no norte da Itália. O relato foi publicado pelo Vatican News.

Andrieli cresceu em Vígolo, comunidade de Nova Trento (SC) fundada com ajuda da própria santa, e morou ali até os 23 anos. O avô dela era sobrinho de Madre Paulina. Ela viajou com o marido, William Holes Penha, e a sogra, Telva Anziliero Penha.

A casa natal de Madre Paulina

Em Vigolo Vattaro, na província de Trento, a família conheceu a casa onde nasceu Amábile Lúcia Visintainer, nome de batismo da santa. Hoje transformado em memorial, o imóvel guarda um detalhe que impressiona os visitantes: o cômodo onde ela nasceu fica no porão e já foi um estábulo, sinal da pobreza da família.

O grupo foi acolhido pela irmã Ana Tomelin, que cuida da casa, e visitou também a igreja onde Amábile foi batizada. Em Trento, ficaram hospedados na casa das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, a congregação fundada pela santa. Andrieli contou que chorou várias vezes durante a visita e que sempre sonhou conhecer o lugar de onde a santa veio.

Ângelus com Leão XIV

No dia 4 de outubro, a família esteve na Praça de São Pedro para rezar o Ângelus com o Papa Leão XIV e pedir pela paz no mundo. Andrieli disse que se emocionou ao ver o pontífice e prometeu continuar rezando pela paz no Brasil na pequena capela de Nossa Senhora de Lourdes, em Vígolo.

Quem foi Madre Paulina

  • 1865: nasce em Vigolo Vattaro, então parte do Império Austríaco;
  • 1875: emigra para Santa Catarina, aos 10 anos, com os pais e irmãos;
  • 1890: dá início, em Nova Trento, à obra que daria origem à Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, hoje presente em 12 países;
  • 1942: morre em São Paulo, em 9 de julho, aos 77 anos;
  • 1991: é beatificada em Florianópolis;
  • 2002: é canonizada por João Paulo II, que a chamou de “doce hóspede da alma”.

Nos últimos 24 anos de vida, a santa se dedicou a idosos que tinham sido escravizados, a órfãos e aos pobres. Seu nome de religiosa é Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus.

Onde rezar a Santa Paulina

Os principais destinos de peregrinação são o Santuário Santa Paulina, em Nova Trento, e a capela da Sagrada Família, no Ipiranga, em São Paulo, onde estão os restos mortais da santa.

Conheça outra causa de santidade de Santa Catarina em padre Aloísio Boeing e veja outro exemplo de santidade em Santa Teresinha, padroeira das missões. O relato completo está no Vatican News.

Perguntas frequentes

Onde nasceu Madre Paulina?

Em Vigolo Vattaro, na província de Trento, na Itália, em 1865. Na época, a região pertencia ao Império Austríaco. Ela emigrou para Santa Catarina com a família aos 10 anos, em 1875.

Quando Madre Paulina foi canonizada?

Em 2002, pelo Papa João Paulo II, no Vaticano. Ela havia sido beatificada em 1991, em Florianópolis, e é considerada a primeira santa do Brasil.

Onde ficam os principais lugares de devoção a Santa Paulina?

No Santuário Santa Paulina, em Nova Trento (SC), e na capela da Sagrada Família, no bairro do Ipiranga, em São Paulo, onde estão os restos mortais da santa.

Fontes

Acompanhe tudo sobre: Santa Paulina, Madre Paulina, Santa Catarina, Nova Trento, Itália

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