Sobrinha-bisneta de Madre Paulina visita na Itália a casa onde nasceu a primeira santa do Brasil
A jornalista catarinense Andrieli Minatti conheceu Vigolo Vattaro, no Trentino, e rezou o Ângelus com Leão XIV na Praça de São Pedro.

Resumo
Uma viagem de família levou uma descendente de Madre Paulina de volta às origens da primeira santa do Brasil. A jornalista catarinense Andrieli Minatti, sobrinha-bisneta da religiosa, visitou no início de outubro a casa onde a santa nasceu, em Vigolo Vattaro, no norte da Itália. O relato foi publicado pelo Vatican News.
Andrieli cresceu em Vígolo, comunidade de Nova Trento (SC) fundada com ajuda da própria santa, e morou ali até os 23 anos. O avô dela era sobrinho de Madre Paulina. Ela viajou com o marido, William Holes Penha, e a sogra, Telva Anziliero Penha.
A casa natal de Madre Paulina
Em Vigolo Vattaro, na província de Trento, a família conheceu a casa onde nasceu Amábile Lúcia Visintainer, nome de batismo da santa. Hoje transformado em memorial, o imóvel guarda um detalhe que impressiona os visitantes: o cômodo onde ela nasceu fica no porão e já foi um estábulo, sinal da pobreza da família.
O grupo foi acolhido pela irmã Ana Tomelin, que cuida da casa, e visitou também a igreja onde Amábile foi batizada. Em Trento, ficaram hospedados na casa das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, a congregação fundada pela santa. Andrieli contou que chorou várias vezes durante a visita e que sempre sonhou conhecer o lugar de onde a santa veio.
Ângelus com Leão XIV
No dia 4 de outubro, a família esteve na Praça de São Pedro para rezar o Ângelus com o Papa Leão XIV e pedir pela paz no mundo. Andrieli disse que se emocionou ao ver o pontífice e prometeu continuar rezando pela paz no Brasil na pequena capela de Nossa Senhora de Lourdes, em Vígolo.
Quem foi Madre Paulina
- 1865: nasce em Vigolo Vattaro, então parte do Império Austríaco;
- 1875: emigra para Santa Catarina, aos 10 anos, com os pais e irmãos;
- 1890: dá início, em Nova Trento, à obra que daria origem à Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, hoje presente em 12 países;
- 1942: morre em São Paulo, em 9 de julho, aos 77 anos;
- 1991: é beatificada em Florianópolis;
- 2002: é canonizada por João Paulo II, que a chamou de “doce hóspede da alma”.
Nos últimos 24 anos de vida, a santa se dedicou a idosos que tinham sido escravizados, a órfãos e aos pobres. Seu nome de religiosa é Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus.
Onde rezar a Santa Paulina
Os principais destinos de peregrinação são o Santuário Santa Paulina, em Nova Trento, e a capela da Sagrada Família, no Ipiranga, em São Paulo, onde estão os restos mortais da santa.
Conheça outra causa de santidade de Santa Catarina em padre Aloísio Boeing e veja outro exemplo de santidade em Santa Teresinha, padroeira das missões. O relato completo está no Vatican News.
Perguntas frequentes
Onde nasceu Madre Paulina?
Em Vigolo Vattaro, na província de Trento, na Itália, em 1865. Na época, a região pertencia ao Império Austríaco. Ela emigrou para Santa Catarina com a família aos 10 anos, em 1875.
Quando Madre Paulina foi canonizada?
Em 2002, pelo Papa João Paulo II, no Vaticano. Ela havia sido beatificada em 1991, em Florianópolis, e é considerada a primeira santa do Brasil.
Onde ficam os principais lugares de devoção a Santa Paulina?
No Santuário Santa Paulina, em Nova Trento (SC), e na capela da Sagrada Família, no bairro do Ipiranga, em São Paulo, onde estão os restos mortais da santa.
Fontes
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